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Vacina contra HPV é aprovada para mulheres de todas as idades no Brasil

Vacina contra HPV é aprovada para mulheres de todas as idades no Brasil

Anvisa aprova indicação de vacina contra HPV 16 e 18 para meninas a partir de 9 anos de idade

• Brasileiras desconhecem relação do HPV e câncer do colo do útero, afirma pesquisa Ibope/ABPTGIC

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa – acaba de aprovar a indicação da vacina contra o Papilomavirus Humano, produzida pelo laboratório GlaxoSmithKline, para meninas a partir de 9 anos, sem limite de idade. A medida estende a indicação da vacina para para todas as mulheres.

Internacionalmente conhecida como Cervarix, a vacina imuniza contra os subtipos de HPV 16 e 18 (recombinante) e também oferece proteção cruzada contra os subtipos 31 e 45, os principais causadores do câncer do colo do útero. Comercializada no Brasil desde maio de 2008, é a primeira a receber esta indicação no país.

“Esta medida é extremamente relevante, pois permite à mulher, independente da idade que ela tenha, a oportunidade de se prevenir contra o segundo tipo de câncer mais prevalente no país e um dos poucos que efetivamente pode ser evitado”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia, Dr. Garibalde Mortoza Junior.

O câncer do colo do útero é uma das principais causas de morte em mulheres. De acordo com a OMS, o Brasil tem aproximadamente 69 milhões de mulheres com 15 anos de idade ou mais, com risco de desenvolvê-lo. O INCA estimou, no ano passado, 17.540 novos casos de câncer do colo do útero a cada 100 mil mulheres e mais de 4.800 mortes em decorrência da enfermidade. Um dos principais motivos para essa alta incidência é o aumento no número de mulheres vítimas do HPV (papiloma vírus humano), que é relacionado com praticamente 100% dos casos da doença.

“Hoje observamos um crescimento preocupante da infecção por HPV em todo mundo, incluindo o Brasil. Ampliar o acesso à prevenção da infeção pelo vírus é fundamental para evitar novos casos”, explica o médico infectopediatra Marco Aurélio Sáfadi, que participa nesta sexta feira do XV Congresso Latino-americano de Infectologia Pediátrica – Slipe.

Pesquisas

No Brasil, uma pesquisa recente realizada pelo Ibope identificou que é grande o desconhecimento das brasileiras sobre prevenção do HPV e do câncer do colo do útero: 76% das mulheres ouvidas não relacionam a vacinação contra o HPV como forma de prevenção do câncer do colo do útero e 66% das mulheres entrevistadas desconhecem que o vírus HPV pode levar ao câncer. O HPV aumenta em até 100 vezes a chance de uma mulher desenvolver o câncer de colo do útero no futuro. Além disso, o estudo apontou que metade das entrevistadas nunca ouviu falar sobre a vacina.

A pesquisa foi realizada com 700 mulheres em seis capitais do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Recife), com idades entre 16 e 55 anos, a pedido da Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC).

Já pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) divulgaram um estudo no The Journal of Infectious Diseases que demonstrou a eficácia da vacina. Segundo o estudo, o número de adolescentes americanas infectadas com o vírus do papiloma humano (HPV), principal causador do câncer de colo do útero, caiu quase à metade após o programa de vacinação realizado no país.

Fonte: Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC)

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O que é colposcopia?

O que é colposcopia?

O que é colposcopia ou exame colposcópico?

Às vezes é impossível diagnosticar doenças ou outros problemas simplesmente examinando o colo do útero e o trato genital com o olho desnudo. Uma visão aumentada (colposcopia) pode ser necessária. A colposcopia é um exame visual especializado do colo uterino, da vagina, e da vulva (parte externa da vagina). Este exame requer um instrumento chamado colposcópio que se assemelha a um par de binóculos montado sobre uma base. Este é um exame é um ato médico e só por eles deve ser executado. O exame é indolor e leva aproximadamente dez a vinte minutos, embora um colposcopista experiente leve alguns minutos para realizá-lo. Além de olhar o colo do útero é importante também examinar a vagina e vulva com o colposcópio.

Quais as mulheres que devem realizar uma colposcopia?

Há vários razões para as quais se indica a colposcopia: naqueles casos onde a citologia (teste de Papanicolaou ou exame preventivo) mostrou células anormais, ou para mostrar que as alterações cervicais não são causa para preocupação.

É indicado também quando uma área pareça incomum no colo de útero, ou pela presença de certas condições médicas. A necessidade de uma colposcopia somente indica que o colo, a vulva e/ou a vagina precisa de um exame mais cuidadoso. Ela ajuda no diagnóstico e planejamento do tratamento. Quando são encontradas alterações, a colposcopia ajuda determinar as áreas nas quais devem ser feitas biópsias.

Como se realiza a colposcopia?

Durante o exame se coloca um espéculo vaginal (também conhecido como bico de pato) para separar as paredes da vagina, como se faz ao colher a citologia.

O colposcópio permanece a cerca de 30 centímetros em frente à vagina, mas ele não terá nenhum contato com a paciente. Nada disto causa dor apenas um certo incômodo passageiro. O médico que esta realizando o exame aplicará uma solução de vinagre diluído e depois outra com iodo sobre o colo uterino e a vagina para identificar qualquer área anormal (a paciente deverá informar-lhe de antemão se é alérgica ao iodo). Como conseqüência, é possível que sinta um pouco de ardor que também e transitório, sendo que a maioria das pacientes não sente nada. É possível que se utilizem vários lentes de aumento ou filtros de diferentes cores para assim avaliar melhor a área examinada. Em algumas ocasiões se tomarão fotografias do colo, da vagina, ou da vulva para fazer parte do prontuário clínico ou para elaboração de um laudo.

Se áreas anormais forem diagnosticadas durante a colposcopia, com freqüência se realiza uma ou múltiplas biopsias para ajudar no diagnóstico. Durante a biopsia se toma um fragmento muito pequeno de tecido desta área anormal. O sangramento causado pela biopsia pode ser controlado facilmente pela cauterização elétrica ou química e neste caso aplicando nitrato de prata ou uma solução de ferro chamada solução de Monsel . As amostras que se obtêm se enviam ao laboratório para ser examinadas por um médico patologista.

As grávidas podem fazer colposcopia?

Qualquer anormalidade no colo uterino, bem como no trato genital durante a gravidez requer uma avaliação mais minuciosa, como se faz na paciente não grávida. O exame visual através do colposcópio não causa dano algum, e se ele identifica alguma anormalidade, sabe-se que podem ser feitas biopsias sem risco durante a gravidez. A maior parte dos tratamentos em gestantes geralmente são adiados para depois do parto, e é feito acompanhamento com a citologia e a colposcopia. Com freqüência se repete os exames depois do parto para determinar se o tratamento ainda é necessário, pois muitas das alterações leves desaparecem depois da gravidez.

Quais os cuidados que se deve ter antes de realizar uma colposcopia?

É aconselhável ter disponível uma cópia do último exame citológico (de Papanicolaou ou preventivo) ao submeter-se ao exame colposcópico.

A colposcopia não requer preparativos especiais. É muito importante, entretanto, que durante os dois dias anteriores ao procedimento:
- Não ter relações sexuais
- Não introduzir nada na vagina como por exemplo: medicamentos vaginais, cremes e tampões
- Duchas vaginais
- Não estar menstruada.

Fonte: Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC)

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Pílula Anticoncepcional

Pílula Anticoncepcional

A pílula anticoncepcional oral é o método contraceptivo mais seguro que existe, com 99% de margem de segurança se tomada corretamente. Portanto, a eficácia deste contraceptivo depende única e exclusivamente de você, que deve tomá-lo em dias e horários corretos.

Existem vários tipos de pílulas anticoncepcionais, mas a grande maioria delas é composta por basicamente dois hormônios, o estrogênio e a progesterona, que atuam inibindo a ovulação. Nem sempre a pílula que a sua amiga utiliza pode ser usada por você.

A pílula anticoncepcional geralmente deve ser tomada no início do ciclo menstrual. Uma cartela geralmente contém de 21 a 24 comprimidos, que devem ser tomados um por dia, sempre no mesmo horário. Quando a cartela terminar você deve ficar entre 4 a 7 dias sem ingerir a pílula, neste período deve ocorrer a menstruação. Após estes dias de “pausa” outra cartela deve ser iniciada.

Caso você esqueça de tomar uma pílula, tome ela assim que se lembrar, porém, caso tenha passado mais de 12 horas do horário em que você tomou a última pílula, é bom utilizar outro método contraceptivo, como a camisinha, pois pode haver riscos de ocorrer uma ovulação. Em muitos casos ocorre tipo um sangramento marrom, chamado de escape, isso é normal quando a mulher deixa de tomar um comprimido, mas é sempre bom verificar a bula do seu medicamento e informar o seu médico quando isso acontecer.

Para evitar esquecer de tomar a sua pílula o ideal é escolher horários seguros como logo ao acordar, depois do almoço ou antes de dormir, assim você criará uma rotina e o esquecimento fica mais difícil de acontecer. Existem muitas mulheres que colocam um lembrete no celular para alertá-las que está na hora de tomar o anticoncepcional.

Atenção: Pílula anticoncepcional deve ser utilizada apenas para prevenir a gravidez, ela não protege contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), neste caso, o uso da camisinha é fundamental.

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